| Lula quer mais investimento na Bolívia Apesar de problemas recentes, presidente diz que Petrobras e empresas privadas devem investir para elevar oferta de gás HUMBERTO MEDINA Colaborou JANAINA LAGE , da Sucursal do Rio |
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Governo estuda novos investimentos na Bolívia
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Os grandes vão bem? Menos mal. Mas, e os pequenos?
Sim, mas quanto aos pequenos negócios, quem está olhando por eles? As estatísticas globais mostram que estão totalmente sem assistência, como quando estão em 122º lugar entre 178 pases. Pode-se dizer que esta terrível afirmativa não seja verdaddeira? Quando isto vai nos incomodar o suficiente, o nosso amor próprio de cidadãos, a nossa inteligência, até o momento de empunharmos esta bandeira, não aceitando aquilo que NÃO nos é imposto?
Esta situação não é infringida ao Brasil por NINGUÉM, e sim é o resultado direto de nossas próprias leis, regras, normas e procedimentos, tudo construido pelos próprios brasileiros, por mais de 500 anos.
Agora tratemos de desregulamentar, de desconstruir o que está aí, e abrir os caminhos para o empreendedorismo e a prosperidade. De outro jeito, não vai funcionar.
Vamos à competência dos grandes, que exemplos hoje há de sobra:
Lucro do Bradesco é o maior do setor financeiro em 20 anos Valor Online
SÃO PAULO - O Bradesco apresentou hoje lucro líquido de R$ 5,817 bilhões de janeiro a setembro deste ano, um crescimento de 73,6% no comparativo anual. Segundo levantamento da consultoria Economatica, este é o maior resultado já apresentado por um banco brasileiro de capital aberto nos últimos 20 anos. Com este resultados, o Bradesco supera o Banco do Brasil, que havia apresentado o maior lucro do período em 2006, quando teve ganho líquido de R$ 4,995 bilhões.
Pão de Açúcar confirma compra da rede atacadista Assai
SÃO PAULO - A Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), controladora do Pão de Açúcar, confirmou na sexta-feira a compra do controle acionário da rede atacadista Assai Comercial. O valor do negócio não foi divulgado.A Assai é uma das maiores atacadistas do país, com 14 lojas no Estado de São Paulo, e faturamento bruto anual da ordem de R$ 1,15 bilhão.Em matéria publicada dia 1o. de novembro no Valor Econômico, informações apuradas pela reportagem indicavam que a aquisição movimentaria entre R$ 200 milhões e R$ 350 milhões.
EMBRAER em Céu de Bigadeiro
25/10/2007 14:06 - Embraer fecha venda de 11 aviões EMB 190 por US$ 379,5 milhões à salvadorenha Taca
24/10/2007 17:58 - Royal Jordanian modifica pedido com Embraer e escolhe avião menor, US$ 5,5 milhões mais barato
19/10/2007 19:13 - Jobim reforça necessidade de modernizar frota da FAB; projeto de jato da Embraer está em análise
09/10/2007 12:13 - Embraer corrige carteira do terceiro trimestre, que registrou US$ 17,2 bilhões em pedidos
Bolsa de São Paulo fecha em novo recorde com alta de 1,45%
São Paulo, 31 out (EFE) - O índice Ibovespa da Bolsa de Valores de São Paulo fechou hoje o último pregão de outubro com uma alta de 1,45%, batendo o 42º recorde de pontuação no ano.O Ibovespa, de acordo com dados preliminares, subiu 934 pontos sobre o fechamento de terça-feira, quando caíra 1,02%.O giro financeiro foi de R$ 6,329 bilhões com total de 213.722 operações em 3,558 bilhões de títulos.
FORD, em anuncio na Veja desta semana, comemora récorde de vendas com investimento de R$ 300 MI, enquanto a Volks declara um incremento de $ 700 MI, sobre previsão original.
Quem pode achar isto, esta pujança toda, ruim? Definitivamente, ninguém. E o ponto não é este, porque no ambiente de grandes negócios as coisas vêm bem há tempos. Mas, o que dará sustentabilidade ao Brasil não serão, como não foram até a presente data, os grandes negócios. Êles, somente, não trazem prosperidade para muitos, não permeiam o desenvolvimento para a sociedade de forma mais distribuida.
Então, se os médios e pequenos negócios não vão para frente, tem-se o que é o Brasil de hoje. Uma terra com fossos profundos entre seus cidadãos. E então? O que se pode fazer? Trabalhar todo o cenário econômico com o mesmo cuidado, com a mesma inteligência.
Já que micros, pequenos e médios não têm o mesmo poder de fogo, não tem lobby forte para influenciar a máquina reguladora, então que os administradores públicos e legisladores ajam de forma consciente, para criar ambientes de prosperidade. Vemos que estas tarefas não estão bem desempenhadas, não apenas por vozes isoladas, mas através do cor forte dos índices globais que o Brasil tem alcançado.
Só para reafirmar o que já escrevemos em inúmeros posts anteriores, o Brasil está em 122o lugar em Ambiente de Negócios para a formação e desenvolvimento de pequenos novos negócios, e na 72a posição em termos de competitividade.
O Brasil precisa encontrar o seu verdadeiro lugar, perante as demais nações do mundo, um lugar compatível com suas potencialidades materiais, dos bens tangíveis que a própria natureza o dotou. Como podemos justificar a nossa incompetência, como povo, na gestão dos mais fabulosos recursos naturais disponíveis, sem falar que nosso território é o maior coletor solar do mundo ( em tamanho é o 5o maior, mas em insolação direta é, disparado o maior).
Isto significa que, além do que está no subsolo e nos mares, temos a maior estação de energia do mundo, a energia que produz alimentos, a energia que provoca a fotossíntese, limpando o ar que respiramos.
Precisamos de mais? Se estivermos errados, teremos a humildade de corrigir. Mas, se tivermos certos, que vai ajudar a empunhar esta bandeira? A bandeira de uma gestão inteligente de nossos recursos, fazendo dos próprios brasileiros os seus beneficiários, para que nos tornemos uma nação melhor, não sá para nós, mas para toda humanidade.
Vamos empunhar esta bandeira?
Terceiro mandato: o dia do Fico?

"Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação. Estou pronto! Digam ao povo que fico".São Paulo, segunda-feira, 05 de novembro de 2007
| LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA Terceiro mandato
O PRESIDENTE da Câmara dos Deputados aceitou o pedido de desarquivamento da emenda constitucional que permite um terceiro mandato para os cargos eletivos. Por outro lado, deputados do PT falam em um referendo para aprovar a idéia. Com essas notícias, aumentaram as suspeitas de que o presidente Lula esteja buscando se manter por mais três anos no Planalto não obstante seus reiterados desmentidos. Meu entendimento, porém, é que esses temores são infundados, e que realmente o presidente não trabalha por essa mudança porque ele sabe que ela não tem condições de ser aprovada. Pouco importa que ele, como qualquer político, considere com bons olhos a idéia de se manter por mais quatro anos no poder. Ele é um político suficientemente competente para saber que não vale a pena o desgaste de tal empreitada; ele sabe que o nível de desenvolvimento político alcançado pela sociedade brasileira torna inviável um terceiro mandato. Embora eu não concorde com a visão cínica de cientistas políticos que supõem que os políticos agem apenas em interesse próprio, neste caso eu não estou supondo o espírito republicano do presidente para afirmar que não há por que temer o terceiro mandato. Esse temor só se justifica para quem tem uma avaliação muito negativa da democracia brasileira, e este não é o meu caso. Apesar de todos os nossos problemas -e principalmente, nos últimos três anos, dos lamentáveis escândalos em que se envolveu o Congresso nacional- eu entendo que no Brasil temos uma democracia consolidada na qual não há espaço para aventuras deste tipo. Erramos quando se estabeleceu o segundo mandato, mas os defensores da idéia tinham para justificá-la o sistema norte-americano. Agora, porém, para justificar um terceiro mandato o exemplo melhor é o da Venezuela -um país cujo desenvolvimento econômico e político é muito mais baixo do que o brasileiro. Nós criticamos nossos políticos e nosso Estado -e é necessário que o façamos-, mas não podemos perder de vista o quanto já avançamos social e institucionalmente na direção da democracia. O grau de desenvolvimento econômico e de desenvolvimento político de uma nação são sempre correlacionados, mas em cada momento um pode estar mais avançado ou mais atrasado em relação ao outro. No Brasil, desde a transição para a democracia, aprovamos uma boa Constituição e a estamos completando e corrigindo com boas reformas institucionais; enquanto isso, nossa economia cresce a taxas muito inferiores às dos demais países em desenvolvimento. Hoje, o Brasil é mais avançado no plano político do que no econômico. Quando comparamos, por exemplo, nossa economia e nossa política com a dos Estados Unidos, o resultado é significativo: em matéria econômica, nosso atraso é grande e continua aumentando; já no plano político, nosso sistema fica pouco atrás, e, em alguns pontos, é melhor. A influência do poder econômico na política, por exemplo, é menor aqui do que lá. O Brasil já possui uma grande classe média e uma opinião pública respeitável a defender sua democracia. Por isso, não importa que a popularidade do presidente Lula esteja alta. Isto é ótimo porque dá legitimidade a seu governo, mas não significa que o Congresso possa violentar a democracia com um terceiro mandato. É subestimar os brasileiros e os seus representantes políticos imaginar o contrário. LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA , 73, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda, da Reforma do Estado, e da Ciência e Tecnologia, é autor de "As Revoluções Utópicas dos Anos 60". Internet: www.bresserpereira.org.br lcbresser@uol.com.br |
domingo, 4 de novembro de 2007
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Leitura do Brasil
Comecemos com a pergunta que não quer calar: por que ler?
O resultado aparece em estatísticas trágicas: no país, 15% dos universitários nunca leram um livro não-didático, 34% não lêem com freqüência e 18% não gostam de ler mesmo, segundo pesquisa encomendada pelo CIEE (Centro de Integração Empresa Escola) e feita pelo Instituto Toledo e Associados (junho/2007).

